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TJPR adota diversas melhorias para modernização do Projudi

Publicado em 28/10/2021

Objetivo é trazer maior desempenho e estabilidade ao sistema, além de adequá-lo à Plataforma do CNJ

O Projeto de Evolução Tecnológica do Projudi foi iniciado na atual gestão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e tem como principal objetivo a melhora do desempenho e da estabilidade do Processo Judicial Digital (Projudi). O plano de trabalho foi elaborado pelo Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC) do Tribunal e a previsão é de que, até o próximo ano, todas as melhorias já estejam implementadas.

As diversas iniciativas voltadas ao aprimoramento do sistema dividem-se em três grupos: implementação de tecnologias a fim de dar maior suporte a falhas e diminuir o tempo de resposta do sistema; modernização do ambiente de execução da ferramenta, com uma linguagem de programação avançada; e a divisão do sistema em microsserviços, com o desenvolvimento de módulos menores e independentes, de modo que a indisponibilidade de uma aplicação não afete as demais.

Conforme as melhorias são implantadas, os benefícios já começam a ser observados. Recentemente, o DTIC alterou a ferramenta de exportação de processos, que era responsável por 90% dos casos de lentidão do Projudi. A tarefa foi movida para um servidor dedicado e, além disso, passou a ser executada de forma assíncrona. Desse modo, a funcionalidade deixou de impactar no servidor eletrônico que recebe as requisições dos(as) usuários(as).

Ainda neste ano, estão previstas novas etapas da entrega de tecnologias. A próxima implementação será a migração, entre os dias 30 e 31 de outubro, do banco de dados do Projudi para uma nova versão. A mudança visa assegurar a inviolabilidade dos dados ao longo dos trabalhos judiciais, garantindo uma prestação de serviços jurídicos confiáveis e alinhados à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Outro objetivo do Projeto de Evolução Tecnológica é tornar o Projudi integrável à Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ-Br). A Plataforma, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pretende consolidar os sistemas eletrônicos do Judiciário brasileiro em um ambiente unificado e incentivar o desenvolvimento tecnológico colaborativo entre os tribunais.

“A PDPJ já está nascendo com tecnologias muito novas. A ideia é que o Projudi chegue nesse nível, seja quebrado em módulos, e que nós possamos integrar esses módulos na PDPJ. Assim como nós possamos utilizar os módulos que os outros tribunais vão desenvolver e vão estar também disponível nessa plataforma”, esclarece o Diretor do DTIC, Rafael Coninck Teigão.

Projudi

O Projudi, que já está no seu 15º ano de desenvolvimento, possui mais de 15 milhões de processos e quase 600 milhões de arquivos em sua base de dados. Diariamente, até 50 mil usuários acessam o sistema simultaneamente. São cerca de 490 mil usuários(as) cadastrados(as). Para gerenciar essa enorme estrutura, o DTIC possui em torno de 230 colaboradoras e colaboradores que trabalham com desenvolvimento de sistemas.

No entanto, antes de serem implantadas pelo DTIC, as alterações necessárias são avaliadas pelo Comitê de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação (CGOVTIC), composto por magistradas e magistrados, servidoras e servidores. O Comitê é responsável por analisar se a demanda é pertinente e executável. Em seguida, representantes da Presidência, da Corregedoria-Geral e da Secretaria do TJPR fazem a análise negocial e estabelecem prioridades.

Para testar as alterações do Projudi e auxiliar no processo de melhorias, foi instituído, em julho deste ano, o Grupo de Trabalho de Usuários(as) do Sistema Projudi. O Grupo, formado por dez magistradas e magistrados e 12 servidoras e servidores, foi criado para realizar a homologação das mudanças, executando os testes necessários antes de uma nova versão do sistema entrar em produção, conforme explica o Diretor do DTIC: “A ideia é que eles possam testar antes de colocarmos em produção, e dizerem ‘isso aqui vai dar muito trabalho para o gabinete’, por exemplo”, ou ‘isso aqui não está adequado’ ou ‘isso aqui não é uma funcionalidade que vá servir corretamente ao usuário’. Com isso, a gente pode voltar com essa funcionalidade, não levar para produção, e fazer a correção conforme esses usuários sugeriram”.

Fonte: TJPR