Implantação do sistema Gise, lançamento de projetos da Corregedoria e assinatura de protocolo para formação especializada marcaram evento do TJPR
O presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Paraná (CNB/PR), Daniel Driessen Junior, participou, no dia 21 de outubro, da solenidade de implantação do Sistema de Gestão Integrada das Serventias Extrajudiciais (Gise), promovida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), em Curitiba. Desenvolvida a partir de uma parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO), a ferramenta reúne informações sobre os cartórios paranaenses e seus profissionais em um ambiente digital integrado, com o objetivo de aprimorar a gestão e tornar a fiscalização mais ágil, preventiva e eficiente.
A cerimônia, realizada no Pleno do Prédio Anexo ao Palácio da Justiça, também contou com o lançamento do Portfólio de Projetos da Corregedoria da Justiça e a assinatura de um protocolo de intenções voltado ao ensino, à pesquisa, à extensão e à formação especializada em Direito Notarial e Registral.
O Gise permite reunir e atualizar dados cadastrais dos cartórios e das equipes que neles atuam. As próprias unidades podem atualizar suas informações, posteriormente validadas pela Corregedoria da Justiça. A integração constitui uma base de dados destinada a apoiar o acompanhamento da atividade extrajudicial e a tomada de decisões.
A plataforma foi desenvolvida pelo TJTO e adaptada à realidade paranaense por meio de um trabalho conjunto entre a Corregedoria da Justiça e a Secretaria de Tecnologia da Informação (Seti) do TJPR, com apoio técnico da empresa Softbase. A adoção de uma solução já existente permite aproveitar a experiência de outro tribunal e racionalizar os recursos públicos, dispensando o desenvolvimento de um sistema do zero.
A iniciativa também contempla a ferramenta de inteligência artificial Giseli, sigla para Gestão Integrada das Serventias Extrajudiciais com Linguagem Inteligente. A tecnologia auxilia na análise de documentos e informações e tem potencial para automatizar tarefas repetitivas, contribuindo para a agilidade do trabalho correcional. A análise e a validação dos dados, assim como as decisões, permanecem sob responsabilidade das equipes competentes.
Durante a solenidade, a presidente do TJPR, desembargadora Lidia Maejima, destacou a importância da cooperação entre tribunais para a modernização dos serviços públicos. “Podemos contar com a experiência de outros tribunais de Justiça que já percorreram bons caminhos. E é exatamente isso que fazemos hoje, neste ato”, afirmou.
A corregedora da Justiça, desembargadora Ana Lúcia Lourenço, também ressaltou o papel do compartilhamento de conhecimento no aprimoramento institucional. Segundo ela, a implantação do sistema integra um projeto mais amplo de transformação, baseado na inovação, na transparência e na construção conjunta de soluções.
Outro destaque da programação foi o lançamento do Portfólio de Projetos da Corregedoria da Justiça, publicação que reúne iniciativas e programas voltados ao aperfeiçoamento da atuação institucional. O material busca dar visibilidade às ações desenvolvidas e compartilhar boas práticas, ampliando o diálogo entre a Corregedoria, os agentes delegados, as instituições de ensino e outros integrantes do sistema de Justiça.
A solenidade também marcou a assinatura de um protocolo de intenções para fomentar o ensino, a pesquisa, a extensão e a formação especializada em Direito Notarial e Registral. O documento foi firmado por representantes do TJPR, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR), de entidades representativas dos serviços notariais e registrais e de instituições de ensino.
A proposta busca ampliar a discussão acadêmica sobre a atividade notarial e registral, incentivar a produção de conhecimento e aproximar a formação universitária das necessidades práticas do setor.
O presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg/PR), Matheus Afonso Vido da Silva, destacou a importância de ampliar o debate sobre Direito Notarial e Registral nas universidades e compartilhar experiências entre os tribunais, contribuindo para o aperfeiçoamento da atividade.
Também presente à solenidade, o corregedor-geral da Justiça e presidente eleito do TJTO, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, ressaltou que a cooperação entre as instituições favorece o intercâmbio de soluções e o aprimoramento dos serviços públicos.
A participação do presidente do CNB/PR, Daniel Driessen Junior, reforça o acompanhamento, pela entidade, das discussões sobre inovação, gestão e formação especializada relacionadas à atividade notarial. As iniciativas apresentadas pelo TJPR evidenciam a importância do diálogo entre o Judiciário, as entidades representativas e as instituições de ensino para o desenvolvimento dos serviços extrajudiciais e a qualificação do atendimento à sociedade.
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