Além de ser um mês de reflexões em razão do Dia Internacional da Mulher, março também é uma oportunidade para ressaltar o aumento da participação feminina em cargos de liderança no sistema extrajudicial brasileiro. No Notariado, as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço como tabeliãs, gestoras e representantes institucionais, contribuindo de forma significativa para a modernização e o fortalecimento da profissão.
Dados da pesquisa Raio-X dos Cartórios, realizada pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), indicam que o setor está alcançando um equilíbrio de gênero na titularidade das serventias extrajudiciais, com 47,30% sendo geridas por mulheres. Esse contexto destaca um progresso significativo em relação a outros setores jurídicos e administrativos, que historicamente apresentam uma predominância masculina maior em posições de liderança.
Além de ocuparem posições significativas nas serventias, as mulheres têm aumentado sua presença em instituições representativas do Notariado, colaborando para a criação de políticas institucionais, inovação na prestação de serviços e fortalecimento da segurança jurídica. No cenário do Colégio Notarial do Brasil – Seção Paraná, a diretoria conta com 9 presentes, dentre eles 3 são mulheres, sendo elas: Patricia Presser, Amanda Canezin e Cristina Tonet Colodel.
Para Cristina a participação feminina no Notariado tem crescido à medida que mais mulheres entram no campo jurídico e começam a ocupar posições institucionais. “Quando uma mulher opta por se envolver e ocupar cargos de liderança, ela também cria oportunidades para que outras mulheres façam o mesmo”, afirma.
Atualmente, os Cartórios brasileiros dispõem de 3.700 tabeliães na administração, exercendo papel direto na gestão das serventias e na oferta de serviços fundamentais para a população. No Paraná são mais de 70 tabeliães associadas ao CNB/PR.
O Notariado tem um papel fundamental na vida civil, garantindo a segurança jurídica em procedimentos como escrituras, procurações, testamentos, inventários e autenticações, além de acompanhar a digitalização do setor. Por exemplo, a plataforma e-Notariado já representa 42% dos atos realizados nos Cartórios de notas do país, evidenciando o progresso tecnológico da atividade e a contínua adaptação dos profissionais às novas necessidades da sociedade.
“A transformação digital é um caminho imprescindível para o progresso da atividade notarial, e as mulheres têm desempenhado um papel importante nesse processo ao agregar mais sensibilidade e humanidade às interações. A confiança, que é fundamental para o serviço oferecido pelos Cartórios, é fortalecida por nossa atenção, percepção e habilidade de diálogo”, informa Cristina.
A presença feminina tem sido fundamental nesse processo de modernização. A variedade de pontos de vista na administração das serventias ajuda a criar ambientes institucionais mais inclusivos, inovadores e sensíveis às demandas da população.
No Paraná, a liderança feminina é evidenciada pela participação de tabeliãs e diretoras do Colégio Notarial do Brasil – Seção Paraná (CNB/PR), que estão envolvidas nas discussões institucionais, no desenvolvimento de projetos e na representação do Notariado paranaense em várias instâncias do sistema de justiça. Além de um progresso numérico, a participação feminina no Notariado simboliza uma mudança cultural, caracterizada pela valorização da liderança, da habilidade técnica e da criação de ambientes de trabalho mais equilibrados.
Para Cristina, “muitas mulheres nos inspiram diariamente na atividade notarial. Entre elas, tenho grande admiração pelo trabalho de Elizabete Vedovatto, Patrícia Presser, Amanda Canezin e Bettina Bulzico, profissionais que são referência pela dedicação e pela contribuição ao Notariado”.
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